quinta-feira, 8 de agosto de 2019

JESUS, OS DISCÍPULOS E O DISCIPULADO (2)

 

A BÍBLIA E O DISCIPULADO


Antigo Testamento

Vejamos o que encontramos no livro de Êxodo 18.17-27:
Encontramos aqui alguns aspectos do discipulado. O texto não fala do desenvolvimento de um método de discipulado, mas apresenta alguns aspectos de relacionamento e vivência presentes no discipulado. Moisés escolhe líderes passa a conviver com eles, instruí-os, orienta-os, supervisiona-os, delega-lhes certas atribuições e dá poderes.

Em Salmo 78.1-8, temos a grande preocupação educativa em relação às gerações mais antigas para com as novas gerações. O texto reflete a mesma preocupação de Deuteronômio 6: a responsabilidade da família (pais) na passagem dos valores, dos atos históricos expressos por Deus junto da história à Comunidade da Fé, nas celebrações dos atos e momentos marcantes e significativos na história do povo de Israel.

No contexto do Antigo Testamento o discipulado é visto não apenas como transmissão de conhecimento, valores, aspectos culturais e religiosos, mas acima de tudo, como a transmissão da vivência.

(Cartilha do discipulado – Colégio Episcopal – Igreja Metodista)


2) Novo Testamento 

“Fazer discípulo” foi o princípio básico usado por Jesus em seu ministério. Após retirar-se e orar, chamou os discípulos para a obra. No decorrer do seu ministério conviveu com eles, educou-os, compartilhou, deu-lhes atribuições e responsabilidades, delegou-lhes atribuições, supervisionou-os e lhes deu autoridade de “fazerem discípulos”, continuando assim a sua obra.
Jesus escolheu homens comuns, imperfeitos, carentes, temperamentais,[...]

Eram homens e mulheres que reconheciam suas realidades e carências, mas que estavam prontos a confessá-las e a confiar na Graça de Deus para sustentá-los. Muitos foram seus discípulos, todavia 12 foram destacados para convivência e um trabalho especial. [...] foi “um pequeno grupo”, ... suficiente para permiti-lhe conviver o máximo possível com eles, instruí-los, acompanhá-los, ajudá-los, dar-lhes atribuições e supervisioná-los.

Em Mateus 28.18-20, texto citado também por Marcos e Lucas, Jesus enviou os discípulos para o cumprimento da Missão, diz-lhes: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os, em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”.

Jesus é bem objetivo aqui. Ele comissionou os discípulos para a Missão. O princípio básico para o seu desenvolvimento é IR e FAZER DISCÍPULOS. O IR ou INDO, como alguns afirmam é um imperativo do Senhor. Isto significa testemunho, ação, serviço, envolvimento na obra do Senhor, vida cristã. Somos discípulos que temos o objetivo de fazer novos discípulos, despertando-os para Cristo, ensinando-os, educando-os, convivendo com eles, amando-os e suprindo suas necessidades, acompanhando-os, servindo, testemunhando e vivendo, capacitando-os para a obra, dando-lhes atribuições, delegando responsabilidade, envolvendo-os no ministério e supervisionando-os. O relacionamento entre Jesus e os seus discípulos é fundamentado na amizade. Uma relação entre amigos, vivendo a intimidade... (Jo 15.13-15)

Vemos biblicamente que o chamado ao discipulado é mais que um vínculo entre o mestre e o discípulo. Acima de tudo é um convite a uma relação que envolve entrega e renúncia, disposição e disciplina em aprender e compromisso em ensinar.

(Cartilha do discipulado – Colégio Episcopal – Igreja Metodista)

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Obs.:Discípulo 
(grego)mathētḗs (da matemática –o" esforço mental necessário para pensar alguma coisa através de") - propriamente, um aprendiz ; um discípulo , um seguidor de Cristo que aprende as doutrinas da Escritura e o estilo de vida de que necessitam; 

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 -DISCIPULADO EM PAULO

Lendo Atos dos Apóstolos e as cartas paulinas, vemos claramente a continuidade do princípio do discipulado. Paulo também foi discipulado. Após a sua conversão ele foi educado e preparado para a obra. Paulo aplicou o princípio do discipulado. Ele fez discípulos, conviveu com eles, instruiu-os, capacitou-os, deu-lhes responsabilidades, delegou-lhes atribuições, supervisionou lhes. Exemplos claros que temos no seu ministério: Timóteo, Tito, Onésimo e tantos outros.

TIMÓTEO – Atos 16.1 – um discípulo da cidade de Listra (Atos 14), filho de judia crente e de pai grego. Os irmãos davam bom testemunho dele.

Escreveu junto com Paulo as cartas:
2 Coríntios (2 Co 1.1); Filipenses (Fp 1.1); Colossenses (Co 1.1); Tessalonicenses (1 Ts 1.1; 2 Ts 1.1); Filemom (Fm 1.1)

Paulo enviava Timóteo as igrejas para fortalece-las na fé e para ter notícias
-para as igrejas da Macedônia (Atos 19.22) veja 1 Co 14.7/ 1 Co 16.10-11
-Queria envia-lo para a igreja de Filipos   Fp 2.19,
-Enviado a Tessalônica – 1 Ts 3
Hb 13.23 – Timóteo esteve preso.

Carta de Paulo a Timóteo
1 Tm 1.2 –  Paulo o considera filho na fé
1 Tm 1.18 – profecias acerca de Timóteo
Torna-te padrão – 1 Tm. 4.12  Timóteo é instruído a ser padrão/modelo a ser seguido


 TITO – grego, companheiro de Paulo desde o início.  Gl 2.1-3
-Enviado para a igreja de Corinto -  2 Co 8.16-24
Carta para Tito – Tt 1.4
Torna-te padrão – Tt 2.7


O OBJETIVO DO DISCIPULADO PARA PAULO

2 Timóteo 2.1-2: aqui temos bem claro o princípio do discipulado desenvolvido em Paulo. “O que de minha parte ouviste... transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros. É um processo contínuo que não para: o discípulo faz discípulo. Paulo faz de Timóteo o seu discípulo e Timóteo por sua parte deverá desenvolver o discipulado junto a outras pessoas, que por sua vez desenvolverão o discipulado junto a outras pessoas e assim sucessivamente.

2 Tm 3.10,11,14 : o discípulo recebe ensino, convive com o mestre e outros discípulos, vive momentos comuns, permanecendo naquilo que  recebe.

1 Tes 1.6-9: recebe a Palavra, sendo imitador, tornando-se modelo, testemunhando por  toda a parte.

1 Tes 2.13-16: acolhe a Palavra que pelo poder de Deus opera eficazmente neles, levando-os a testemunharem e viverem a fé.



APERFEIÇOAMENTO – CRESCIMENTO – OBRA COMPLETADA

-Nascemos e somos como crianças.

2 Pedro 2.2 – desejar o leite espiritual, como recém-nascidos
Hebreus 5.11-14 – quem se alimenta de leite é inexperiente na palavra, os adultos são os que adquirem experiência por conta da prática, e necessitam de alimento sólido – ensinos mais profundos (mais difíceis de explicar)
1 Corintios 3.1-4 – crianças em Cristo (carnais) que ainda não podem receber alimento sólido
Ef 4.14 – meninos (crianças) são levadas por qualquer novidade
2 Pedro 3.18/ 1 Ts 3.12 - crescei

-Nascemos e somos como crianças. Mas temos que crescer. O que traz crescimento? Experiência. O que produz experiência? Rm 5.3-4  - tribulação (adversidade/ pressão/aflição)
Temos que ser pacientes na tribulação (Rm 12.12)




CARTA PASTORAL “TESTEMUNHAR A GRAÇA E FAZER DISCÍPULOS E DISCÍPULAS

Testemunhar a Graça. O que é Testemunhar?

1 - A importância do Testemunho. Nós precisamos testemunhar sempre que tivermos oportunidade, porque há muitas pessoas carentes de Jesus. Pessoas para quem a graça e o amor de Deus são desconhecidos. Em função disso, nosso testemunho é vital, pois é o meio que Deus usa para alcançar outras pessoas com o Evangelho. No testemunho, está incluído não apenas o que podemos dizer acerca de Jesus, mas também o nosso modo de viver e agir:quem se encontra com Jesus sente-se amado. Quem se encontra com Jesus passa a amar seu próximo e a ele dar seu testemunho da graça salvadora e justificadora. A partir do momento em que recebemos a Cristo como Salvador, está sobre nós uma grande responsabilidade, que é viver em Cristo (cf. Fp 1.21). Paulo mostra que testemunhar é um modo de viver, sendo que nós passamos a ser embaixadores de Cristo. Nossa maneira de viver deve recomendar o Evangelho, nunca envergonhá-lo. Testemunhar é viver por modo digno do Evangelho de Cristo, em todo tempo, apontando sempre para o amor salvador e para o senhorio de Jesus sobre a nossa vida.

      (Embaixadores de Cristo: 2 Co 5.18-21)

2 - O que é o Discipulado - Visão do Colégio Episcopal.

Percebe-se, à primeira vista, que o Discipulado, antes de ser um método, é um estilo de vida, uma maneira de ser,* no expressar evangélico de nossa fé. Não visa, de início, ser um processo didático de aprendizagem. Nem mesmo uma forma pragmática de crescimento para a Igreja. É algo bem mais relacional, que busca, à luz do próprio Cristo, fundamentar a comunhão, a convivência, a comunicação e a formação do caráter das pessoas relacionadas com o Senhor e com Sua comunidade – a Igreja, corpo vivo de Cristo. Essa foi a maneira de ser do Senhor com a comunidade primitiva e da comunidade apostólica, bem como a convivência inspiradora, fraternal e comunitária do povo metodista, a partir de sua grande expressão – João Wesley.

* Modelo/exemplo – 1 Timóteo 4.12, Tito 2.7, 1 Ts 1.6 /Fp 2.15-16

3 - Estilo de Vida

O Discipulado é o modo de vida, o estilo que caracteriza a vida daqueles que estão comprometidos com o Reino de Deus, que fazem da Nova Justiça, ou seja, dos valores éticos e da justiça do Reino uma prioridade na sua vida e que se dedicam integralmente ao serviço cristão, ao evangelismo e ao testemunho, em cumprimento à vontade de Deus Pai. Esse modo de vida é descrito, principalmente, no Sermão da Montanha. (cf. Mt 5, 6 e 7). Discipulado busca algo mais do que um mero processo educativo. Ele é um estilo de vida, uma maneira de ser em que as pessoas se relacionam, entram em comunhão, acolhem umas às outras, compartilham o que são, sentem e carecem; oram umas pelas outras, louvam e adoram ao Senhor juntas, estudam a Palavra à luz da graça, da experiência e da razão da comunidade da fé. Nesse sentido, vivem e cumprem o que a Palavra nos diz:

- Levar os fardos uns dos outros – Gálatas 6.1-2;
- Acolher-se mutuamente conforme Cristo nos acolheu – Romanos 15.7;
- Apoiar, ser o suporte uns dos outros – Colossenses 3.13;
- Perdoar-se mutuamente – Efésios 4.32;
- Expressar o amor mutuamente – Efésios 5.1-2;
- O mais forte é convidado a suportar e ser o suporte mais frágil – Romanos 15.1


Rosiléia Dias Araujo
Escola Dominical/Julho 2019

sábado, 2 de março de 2019

JESUS, OS DISCÍPULOS E O DISCIPULADO (1)



DISCÍPULOS = aqueles que estão sendo ensinados pelo mestre a quem seguem

ESTUDO 1 – CONFIANÇA QUE GERA OBEDIÊNCIA

Textos Bíblicos: Lucas 5.1-11 e João 21.1-14

Objetivo: Vamos observar a semelhança entre dois encontros que Jesus teve com alguns discípulos, um aconteceu no início do ministério de Jesus e o outro no final. Nas duas situações podemos observar que os discípulos foram desafiados a confiar e obedecer na Palavra do Senhor. É inevitável um crescimento espiritual quando confiamos e obedecemos, ainda que não faça sentido.


Lucas 5.1-11 (primeiro encontro)

Local: Lago de Genesaré também conhecido como Tiberíades ou mar da Galileia. Os discípulos estavam próximos a Cafarnaum, local onde estava a casa de Jesus (Mt 4.13)

O que acontece? - Jesus está com a multidão que o aperta para ouvir a Palavra de Deus. Ele vê dois barcos junto a praia e decide entrar no barco de Pedro, um dos pescadores. Jesus pede que ele se afaste um pouco da praia. Então se assenta e começa a ensinar a multidão de dentro do barco. Quando terminou, Jesus diz a Pedro para lançar as redes. Pedro explica que já havia tentado a noite toda sem nada conseguir, no entanto, lançaria novamente conforme a Palavra do Senhor. A rede ficou cheia de peixes e Pedro fez sinal para que os companheiros fossem ajuda-lo. Diante disto, Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, reconhecendo-se pecador. Todos ficaram admirados. Jesus os chama para serem pescadores de homens, e eles deixando as redes, seguem a Jesus.

O que podemos observar?

-A multidão estava aflita e ansiosa para ouvir a Palavra de Deus, Jesus ensinava de forma diferente do que estavam acostumados, Jesus os ensinava com autoridade e todos ficavam maravilhados (Mateus 7.28-29).

-Jesus viu os pescadores com seus barcos. Jesus sempre via as pessoas e as oportunidades. Naquele momento, Jesus  uma multidão com “fome” e trabalhadores “cansados e desanimados”. Sua compaixão não o deixaria seguir sem fazer algo.

-Jesus e os pescadores já se conheciam, porém eles ainda não seguiam Jesus como discípulos. Pedro, mesmo cansado, atendeu o pedido de Jesus para que lhe permitisse falar com a multidão. Jesus não iria falar apenas com a multidão, mas Pedro, por estar no barco, também ouviria a Palavra de Deus, e isso iria fazer toda a diferença.

-Talvez, se Pedro fosse desafiado a jogar as redes antes de ouvir os ensinos de Jesus, não teria tido fé para tal, mas depois de ter ouvido o ensino de Jesus pôde ter fé para obedecer.  

-Ao ver o grande milagre, Pedro temeu em seu coração por estar diante do Senhor, e se vê como um grande pecador, ao ponto de dizer para Jesus se afastar dele. Pedro não se sentia digno de estar na presença de Jesus.

-Os demais pescadores também ficaram admirados (assombrados).
Mas Jesus não se afastou deles e nem os repreendeu. Jesus os chamou para serem seus seguidores, como pescadores de homens. Jesus usa a linguagem que eles entendiam (pescar) para ajuda-los a compreender essa missão.


-Os pescadores, deixaram tudo, e seguiram a Jesus. (ali estavam: Pedro, André,Tiago e João – Mc 1.16-20)


O que podemos aprender?

= Precisamos refletir sobre nossa “fome” de ouvir a Palavra de Deus. Como temos nos comportado diante dos ensinamentos da Palavra de Deus?

= Antes de obedecer é preciso aprender, para aprender é preciso ouvir, ser ensinado (discipulado).   (veja: Romanos 10.13-17)

 A revelação de quem é Jesus tem que nos levar ao entendimento da nossa condição de pecadores. Mas também ao fato de que Ele (Jesus) não se afasta de nós por sermos pescadores, pelo contrário, Jesus nos chama para caminharmos com Ele e aprendermos com Ele (Vinde a mim... e aprendei de mim... – Mateus 11.28-30)



João 21.1-14 (segundo encontro – Depois da ressurreição de Jesus)


Local: Os discípulos (Pedro, Tomé, Natanael, João, Tiago e mais dois) estão na praia do mar da Galileia (Tiberíades - mesmo local do primeiro encontro).

O que acontece?  - Pedro decide ir pescar e os demais decidem acompanha-lo. Trabalham a noite inteira, mas nada conseguem pescar. Ao clarear o dia, Jesus aparece na praia. Os discípulos não o reconhecem. 
Jesus pergunta de longe, se eles tinham algo para comer. Eles respondem dizendo que não. Então Jesus dá a ordem para que joguem a rede do lado direito do barco afirmando que iriam encontrar peixes. Eles obedecem e conseguem pescar muitos peixes. Nesse momento João diz a Pedro, que era Jesus quem estava na praia. Pedro se veste e pula no mar, nadando em direção a Jesus. Os demais levam os peixes para a praia.
Jesus os esperava com pão e peixes sendo assados. Jesus também pede que tragam mais peixes dentre os que haviam pescado.
Pedro arrastou a rede e contou 153 grandes peixes. Jesus os convida para comer e Ele mesmo lhes serve, pão e peixe assado. Os discípulos sabiam que era o Senhor ressuscitado que estava com eles.


O que podemos observar?

-Jesus já havia ressuscitado, e já havia aparecido aos discípulos por duas
vezes. Eles haviam partido de Jerusalém (onde Jesus fora morto) e estavam 
agora na Galileia (onde Jesus os mandou ir – Mateus 28.10,16)

-Os discípulos estavam num momento de desanimo, sem saber o que fariam
de agora em diante, e sem perspectiva decidem retornar as suas vidas antes
de conhecer a Jesus: Pescar!

-Jesus os chama de “Filhos” (paidia (criança/bebê/cristão imaturo)

-Os discípulos já tinham trabalhado a noite toda, mas disseram sim a ordem 
de jogar a rede como Jesus ordenara.

-João reconhece ser Jesus e avisa Pedro, que desta vez, não temeu, mas 
correu ao encontro do Senhor. Pedro pulou ao mar, impetuoso como era,
queria chegar logo a presença do Senhor, reação muito diferente do primeiro 
encontro. Agora Pedro sabia que podia se aproximar e buscar a presença do 
Senhor ainda que não fosse digno, ele não precisava mais fugir temendo 
seus próprios pecados.

-João foi o primeiro a crer na mensagem da ressurreição (João 20.8 = João e
Pedro, tiveram comportamentos diferentes)

-A grande quantidade de peixes serviria para o sustento dos discípulos 
naquele momento, mas também os fez relembrar aquele primeiro encontro, 
quando aceitaram o chamado de serem seguidores de Cristo e pescadores 
de homens.

-Jesus tem um momento de comunhão com eles, ao servir-lhes pão e peixe,
os sacia da fome, renova-lhes as forças, mas também os ajuda a 
relembrarem tantos outros momentos em que, partindo o pão, lhes ensinou e
lhes enviou a missão.


O que podemos aprender?

 Quando não compreendemos bem a situação, ou nossa missão, podemos ficar um pouco perdidos, sem ação e sem perspectiva. As vezes até já ouvimos, mas as circunstâncias parecem “cegar” nossa visão. É quando Jesus precisa nos fazer voltar, relembrar aquilo que já vivemos, a missão que já abraçamos, o caminho que já percorremos, as experiências que já tivemos.

= Jesus os chama de filhos, uma palavra que traz a dimensão do relacionamento pai/filho. Jesus sabe que eles ainda precisam crescer! Como é nosso relacionamento com aqueles que chegam? Exigimos que ajam como adultos na fé?  E nós, temos crescido?

= O que temos pra comer? O que temos como alimento para nós e para outros?  Jesus não perguntou se tinham algo para “Ele” comer, mas para os próprios discípulos. Nós temos alimento? Temos alimento para partilhar?

= Os discípulos obedecem, ainda que não pareça ter sentido. Não somos chamados a uma obediência cega, mas a uma obediência que sabe e confia que Aquele que ordena, sabe o que faz e porque faz. É uma obediência com entendimento!

 Quanto mais conhecemos e convivemos com Jesus, mais compreendemos que podemos confiar nEle, e que o pecado não deve nos levar a fugir de Jesus, pelo contrário, precisamos correr para Ele, afim de termos socorro, perdão e restauração. (Hebreus 4.14-16)

= Jesus sabe quando precisamos de alimento e precisamos ser saciados, mas também nos desafia a termos alimento para partilhar. O que temos para comer? O que temos para dar de comer?


OBERVAÇÃO APENAS PARA COMPLEMENTAR

São muitos os textos bíblicos que relacionam o ato de comer a um momento significativo para a vida espiritual.

-O primeiro pecado está relacionado ao ato de comer (Adão e Eva “comeram” errado – Gênesis 3.6)

-Na instituição da Páscoa, a festa da libertação do povo hebreu do Egito, o povo precisou comer o cordeiro (Êxodo 12).  Cordeiro que apontava para Jesus – o Cordeiro pascal (1 Co 5.7)

-Quando o povo desanimou no deserto, rumo a Canaã, sentiram saudades do Egito, e expressaram essa saudade dizendo que sentiam falta da “comida” que tinham no Egito.  (Êxodo 16.3)

-Deus enviou o maná (pão do céu) para ensinar o povo de Israel a depender dEle.  (Êxodo 16 - Dt 8)

-Quando Jesus falou/desafiou seus ouvintes/seguidores/discípulos a um compromisso real com Ele, falou sobre “comer” a Sua carne.  (João 6)

-Na última celebração de Páscoa com seus discípulos, Jesus instituiu a Ceia, sinal da nova aliança, e como sinal deste compromisso, lhes deu a “comer” do pão, e ainda ordenou que assim o fizessem continuamente até a Sua volta.  (Marcos 14.22-24/ 1 Co 11.23-26)

-Após a sua ressurreição, Jesus apareceu aos discípulos e “comeu” com eles afim de que se lembrassem do que já havia ensinado. ( Lucas 24.30,35; 41-43; João 21.12,13; em Mc 16.14, Jesus aparece enquanto estão a mesa.)


COMER (é literalmente colocar algo para dentro)

COMER, vem do termo COMEDERE (COM – agregado pelos romanos, - com (juntos), pois entendiam que comer é uma ação feita em conjunto + EDERE (comer)

Comer, é o ato de fazer com que um alimento se torne parte de nós. Jesus disse que Ele é o Pão da Vida (João 6.33-35; 48;50-57)

Este foi um discurso difícil de se ouvir, tanto que muitos abandonaram Jesus. Porque viver espiritualmente, requer alimentar-se espiritualmente, porém se alimentar corretamente, de Jesus, de suas palavras. São elas que nos garantem vida. Do contrário, adoecemos, enfraquecemos e podemos morrer.

Se alimentar de Jesus não é comer algo material (carne) Jesus afirmou que suas palavras são espirituais (João 6.63).

A palavra de Deus é viva e poderosa:

Mt 4.4 = vivemos espiritualmente pela palavra que procede de Deus
Mt 13 = a palavra do reino, precisa ser compreendida, para que gere frutos
Ef 6.17 = a palavra de Deus é espada do Espírito. E com a palavra de Deus que o Espírito Santo guerreia
1 Tm 4.6 = alimentam a fé
Hb 4.12 = traz discernimento

Jesus é o Pão, Jesus é a Palavra (João 1.1 – verbo)

sábado, 10 de dezembro de 2016

PERDOAMOS PORQUE FOMOS PERDOADOS


Os 7 passos do perdãoNo Antigo Testamento, palavras como: “ deixar-partir-divorciar-soltar-remir-perdoar-cancelar-não levar em conta “ receberam como tradução para o grego palavras como “ aphiemi – aphesis – paresis” que são usadas no Novo Testamento para falar de Perdão.

Isso significa que para falar de perdão no NT, foram utilizados termos com os significados acima descritos. Podemos concluir que perdoar traz o sentido de “Soltar/ Cancelar/ entre outros....”

O povo de Israel, aprendeu o conceito do perdão divino através dos rituais e sacrifícios, por isso os termos associados a perdão estão quase todos na Lei.
Daí a razão de alguns termos presentes nos rituais do AT, serem até hoje associados à perdão como por exemplo: Lavar – Purificar - Cobrir

No entanto os sacrifícios não eram suficientes para inocentar ou justificar o pecador.
Por isso o pecado era castigado, e o pecador não era tido como inocente.
Hebreus 9 e 10 - Salmo 99.8 - Ex 34.7

Deus vem na direção do homem para remi-lo, e por meio de Cristo perdoa e justifica todo aquele que crê.
Em Cristo temos a remissão dos pecados: Cl 1.13,14 , Ef 1.7 , Hb 10.10-12
É o cancelamento da dívida (Cl 2.13-14)
É o esquecimento do pecado (jamais me lembrarei) Hb 8.12 e Hb 10.17,18
Esta era a mensagem que os apóstolos tinham que anunciar:
Em Cristo há perdão: Lc 24.47 – Atos 10.42-43 - Atos 13.38 (REMISSÃO)

E assim como Cristo nos perdoou, nos redimiu, cancelou a nossa dívida, nós recebemos o mandamento divino “Perdoar como fomos perdoados” “Perdoar como Cristo nos perdoou”
Ef 4.32 / Cl 3.13 /Mc 11.25

Perdoar não é um ato que nos faz merecedores do perdão de Deus, mas uma consequência da nova vida recebida em Cristo Jesus, que nos faz caminhar em amor. E o ato de perdoar se torna um ato natural da gratidão do pecador que foi perdoado.
Jesus de forma clara nos ensinou sobre isso = Mateus 18.23-35 (credor incompassivo) = Parábola que está no contexto do ensino sobre perdão (relacionamentos humanos)
A palavra no grego (basanistai) usada somente aqui (torturadores) = vem da palavra “basanizo” – usada para descrever doenças (Mt 4.24 e 8.6)
Paulo ao tratar do perdão, não usa mais termos relacionados apenas a remissão dos pecados e culpas, mas inclui a “libertação do poder do pecado”
A restauração da comunhão é apresentada por ele na doutrina da justificação. (Romanos)
É a reconciliação do homem com Deus por meio de Cristo Jesus – Rm 5 - 2 Co 5.18.21

Mas porque temos tanta dificuldade em perdoar?

No Antigo Testamento, a questão do pecado e perdão era algo centrado na Lei.
Se alguém desobedecesse a Lei, pecava, e então deveria cumprir os procedimentos instituídos para remissão do pecado. É tudo muito prático. O pecado é castigado! Os conflitos não são administrados emocionalmente. Há um certo “direito” de se fazer justiça conforme a Lei.
O mundo do Novo Testamento é muito diferente do Antigo Testamento, através das cartas de Paulo podemos perceber uma atenção maior as questões humanas e aos relacionamentos humanos. Por isso tantas recomendações existem nas cartas dos apóstolos acerca dos relacionamento.
Hoje, somos mais emotivos, as questões da alma e dos sentimentos são muito mais intensas.
Nos “magoamos” muito mais, ficamos “ressentidos” por muito mais tempo, e valorizamos o emocional nos conflitos humanos.
Por isso o perdão é visto muito mais pelo lado emocional do que pelo lado prático da razão e do entendimento de que é uma resposta ao fato de termos sido perdoados. “se não sinto, não perdoo

Em Cristo está nossa razão para perdoar!
PERDOAMOS PORQUE FOMOS PERDOADOS, E O NOSSO PECADO É INFINITAMENTE MAIOR DO QUE QUALQUER PECADO QUE ALGUÉM COMETA CONTRA NÓS.
PERDOAMOS PORQUE CRISTO NOS PERDOOU.


ALGUMAS “JUSTIFICATIVAS” PARA NÃO SE PERDOAR:
  • O perdão parece um “benefício” ou um “favor” ao outro.
  • Não perdoar, parece ser uma “proteção” contra novas ofensas
  • Se perdoar, terei que conviver com a pessoa da mesma maneira, e tudo terá que ser como se nada tivesse acontecido.
  • Se perdoar estarei recompensando um erro.
  • Não perdoar, é uma punição, pois a pessoa precisa sofrer.
  • Não “sinto” vontade de perdoar, pois estou sentindo raiva e mágoa

PARA PENSAR:

-Os sentimentos nunca devem guiar nossa iniciativa em perdoar, “nunca sentiremos” vontade de perdoar quando estamos com raiva ou magoados.

-A disposição em perdoar deve vir da certeza de que perdoar é um mandamento divino, e que deve ser feito porque Jesus nos perdoou primeiro.

-Precisamos olhar para nós, nos observar e refletir sobre nossa postura.

-Temos dificuldade em controlar ou administrar sentimentos, mas temos poder sobre os nossos pensamentos. E é justamente através dos nossos pensamentos que vamos trabalhar os nossos sentimentos. Afetamos os sentimentos através dos pensamentos!

-Saber que perdoar, não significa agir como se nada tivesse acontecido. Talvez será preciso viver um novo caminho.

-Saber que relacionamentos se constroem, e relacionamentos quebrados, levarão tempo para se reconstruir.


CONSELHOS BÍBLICOS PARA NOS AJUDAR A REFLETIR ANTES E DEPOIS DE PERDOAR.

-TRATAR DIRETAMENTE COM O OFENSOR = Pv 3.30; 25.9

-SABEDORIA NO MODO DE FALAR = Pv 15.1,2,4,23,28

-DESCRIÇÃO – SE CALAR = Pv 11.13; 17.9

-TER PACIÊNCIA = Pv 18.19

-NÃO BUSCAR VINGANÇA – Pv 20.22; 24.29; 25.21,22; Rm 12.17,19

-GESTOS AGRADÁVEIS = Pv 21.14

-SE POSSÍVEL, TENDE PAZ = Rm 12.18

-EVITAR OU SE AFASTAR DAQUELES QUE MANTEM A CONTENDA, NÃO PERDOAM OU PERSISTEM NO CAMINHO DA MALDADE
Mt 18.15.17
II Ts 3.6
II Tm 3.1-5
Tito 3.10,11


Rosiléia Dias Araujo
Escola Dominical- 2018

sábado, 19 de novembro de 2016

AS LIMITAÇÕES DOS DISCÍPULOS E AS REPREENSÕES DO MESTRE

Textos Bíblicos = LUCAS 9 e 10 e MARCOS 9

Jesus passou algum tempo ensinando os discípulos e os preparando para a missão de proclamar o Reino de Deus ao mundo. Ao estudarmos o relacionamento dos discípulos com o Mestre, suas ações e reações, aprendemos muitas coisas importantes para nossa vida cristã. Afinal não somos muito diferentes daqueles 12 homens, e podemos cometer os mesmos erros ou acertos! Nesse estudo, vamos ver 7 limitações dos discípulos e as repreensões do Mestre em cada uma dessas situações.
Parece que Lucas e Marcos juntaram alguns momentos, o que resultou nos "capítulos das reprimendas" de Jesus, foram sete “puxões de orelha”, será que nos “enquadramos” em alguns deles?


1-Lucas 9.37.43 (Marcos 9.14-29 e Mateus 17.14-20) = Limitação da fé

Os discípulos estavam discutindo com o religiosos, essa atitude já mostrava a falta de fé, pois quem tem fé em Jesus, e confia em suas promessas, não precisa discutir ou tentar provar algo pra alguém. Como os discípulos não puderam expulsar o demônio do rapaz, talvez estivessem sendo questionados pelos religiosos. A multidão certamente não estava em silêncio, sabemos que uma situação dessa provoca muito falatório e “achismos”, o que também deve ter provocado inquietação nos discípulos.

(obs.: casta = tipo/espécie)

A REPREENSÃO DO MESTRE: Geração incrédula!! É preciso oração!!



2-Lucas 9.43-45 ( Marcos 9. 30-32 ) Lucas 18.34 = Limitação do discernimento

A multidão ficava maravilhada com Jesus, por isso desejavam torna-lo rei (João 6.15), e presenciar aqueles milagres causava grande alvoroço, os discípulos não podiam ser seduzidos por essa ideia, embora também era o que esperavam, pois mesmo depois da ressurreição, ainda esperavam que Jesus restaurasse o reino à Israel (Atos 1.6).
Por isso era preciso repetir várias vezes as palavras acerca de seu sofrimento e morte, ainda que não compreendessem, primeiro para evitar que eles alimentassem em suas mentes a ideia de Jesus restabelecer o reino à Israel, segundo para que quando se cumprisse, eles pudessem crer nas profecias e nas palavras de Cristo, e assim não terem nenhuma dúvida de que realmente Jesus era o Messias que havia de vir.

(obs.: a palavra “encoberto” (velado) só aparece aqui no texto original)

A FALTA DE COMPREENSÃO DOS DISCÍPULOS”
Os discípulos nem ao menos entendiam o que era ressurreição dos mortos (Marcos 9.9-10), Pedro chegou a repreender Jesus quando ele disse que seria morto (Mateus 16.21-22).
Jesus falou muitas coisas aos discípulos por meio de comparações e figuras (João 16.25), e ainda tinha muito a dizer, mas eles não tinham como suportar (João 16.12) “era demais para o entendimento deles”
Mas quando Jesus ressuscitou, “abriu” o entendimento dos discípulos para compreenderem (Lucas 24.45), João diz que depois de Cristo ter sido glorificado, eles compreenderam.(João 12.16)
Importante ressaltar que o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, não pode entende-las, pois elas se discernem espiritualmente. (II Co 2.14)


REPREENSÃO DO MESTRE: FIXAR O OUVIDO EM SUAS PALAVRAS.

3-Lucas 9.46-48 ( Marcos 9.33.37)= Limitação de humildade
Surge uma discussão entre os discípulos: quem seria o maior?
Quem deles poderia assumir a liderança se Jesus realmente fosse morto?
Jesus toma uma criança, (considerada impura e sem valor) para ensinar quem seria o maior!
Uma verdadeira lição de humildade!

REPREENSÃO DO MESTRE: O menor é que será o maior

4-Lucas 9.49-50 (Marcos 9.38.41) = Limitação de tolerância
Os discípulos foram arrogantes ao proibir alguém de expulsar demônios em nome de Jesus. Com que autoridade poderiam fazer tal coisa???
O critério usado por eles era: “Não anda conosco”, e assim, por não fazer parte do “grupo especial” não poderia ter tal autoridade!
A atitude de João, se parece com a atitude do jovem que procurou Moisés para “contar” sobre dois homens que profetizavam no arraial. (Números 11) e foi advertido por Moisés.
O que inquietava João? O fato do homem expulsar demônios ou não andar com eles??

REPREENSÃO DO MESTRE: Não proibir! Quem não é contra nós é por nós!


5-Lucas 9. 51-56 = Limitação do amor
Os discípulos foram mais uma vez arrogantes e prepotentes, ao ponto de desejar a morte dos samaritanos. Queriam mandar descer fogo do céu para consumi-los.
Tiago e João foram mais ousados ainda do que João, queriam um “castigo celestial e mortal” para os samaritanos, e ainda se dispunham a ser os intermediários (quer que mandemos ), será por isso que foram chamados por Jesus de “filhos do trovão”??
Que espírito os movia para ter tal ideia? Espírito de morte, totalmente contrário ao espírito do Senhor! “Eu vim para salva-las”, esse é o espírito de amor.
João teve a oportunidade de pedir “fogo do céu” sobre os samaritanos! Mas dessa vez, era o fogo do Espírito Santo! Sim, ele e Pedro foram à Samaria orar pelos que se converteram à Cristo! (Atos 8.14-17)

REPREENSÃO DO MESTRE: Não sabeis de que espírito sois!

6-Lucas 9. 62 = Limitação da persistência
Diante das desculpas dos “candidatos a seguidores” do Mestre, Jesus afirma que, quem põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o reino!
Quem vai trabalhar na terra para semear, ao conduzir o arado não pode olhar pra trás, pois se o fizer, deixará o caminho totalmente torto. Seguir a Jesus é determinação de mudança de vida e seguir em frente!

REPREENSÃO DO MESTRE: Quem olha pra trás não está apto para o reino

7-Lucas 10.17-20 = Limitação em entender o que realmente é importante
Os discípulos estavam extasiados de tanta alegria, ao verem que tinham poder sobre os demônios. Mas esta alegria precisa existir pelo que realmente é importante: Estar com seu nome nos céus. = Salvação!
Não podemos jamais perder a alegria da salvação, pois permanecendo firmes na graça de Deus, a salvação é a única coisa que ninguém pode tirar de nós.
Quando Davi pecou, viveu um tempo de grande tristeza, seu medo era perder a presença de Deus, e em sua oração dizia: Restitui-me a ALEGRIA da salvação, (Salmo 51.12) Essa alegria ninguém pode tirar de nós, se a perdermos nada fará sentido!
Obs.: arrolados = escritos

REPREENSÃO DO MESTRE: Se alegrem, não pela autoridade espiritual, mas porque estão com os nomes nos céus.


CONCLUSÃO:
Essas sete repreensões do Mestre devem chamar a nossa atenção para:
1- Necessidade absoluta da ORAÇÃO, pois é um vida de oração que nos dará visão e entendimento espiritual. Somos seres espirituais e há um mundo espiritual a nossa volta, e é a oração que nos capacitará a ter entendimento espiritual.
2-Necessidade de atentar e focar nas palavras de Jesus!
Se atentarmos para os nossos desejos ou aquilo que nos aflige, perdemos o foco do Mestre. Ao olharmos para as situações a nossa volta, tendemos a nos esquecer do que realmente é importante, e da realidade espiritual que vivemos.
3-Necessidade da humildade! Nada pode nos fazer achar que somos melhores ou maiores do que alguém! Quem quer ser o maior, seja este o que serve (João 13)
4-Necessidade de aceitar o “outro”, que não precisa “andar conosco”, ou ser como somos, ou fazer o que fazemos e como fazemos, pra ser reconhecido como instrumento nas mãos de Deus
5-Necessidade do amor que enxerga VIDA sempre! Amor que faz valorizar a vida acima de qualquer diferença.
6-Necessidade de determinação em seguir firme e em frente na decisão de Seguir a Jesus!
7-Necessidade de entender o que realmente é o mais importante: SALVAÇÃO!! Não são os sinais, os dons, ou qualquer outra coisa que devem ser o motivo principal de nossa alegria, mas o fato de sermos salvos, termos o nosso nome no céu!!


Estamos precisando de algumas dessas repreensões?